O que vimos
Fazer a planta da própria casa é uma necessidade banal: mudar de casa, refazer uma cozinha, publicar um anúncio, mostrar a um técnico por onde passa uma conduta. As ferramentas não são banais. De um lado, software de arquitetura que pede uma semana antes da primeira parede; do outro, aplicações de decoração onde se mobila antes de saber desenhar.
Entre os dois, quase nada. Então as pessoas desenham nas costas de um envelope, fotografam a folha e enviam-na. Funciona — e não se transmite.
O que escolhemos
A Planaira abre num separador e não pede nada: sem instalação, sem conta para começar, sem visita guiada. O primeiro compartimento desenha-se no primeiro minuto, e o volume sobe enquanto se desenha — porque o 3D diz de imediato o que uma planta leva tempo a explicar.
- A planta antes do mobiliário: são as paredes que decidem, não os sofás.
- O centímetro em vez do mais ou menos: uma planta que não fecha não é uma planta.
- As suas plantas ficam no seu navegador, não no nosso servidor.
- Um PDF que abre em qualquer lado e um modelo 3D que abre noutro sítio.
O que recusamos
Pedir um endereço antes de ter sido útil. Manter uma planta acabada como refém até ao pagamento. Encher o ecrã de funcionalidades para parecer sério. Chamar «inteligência» a uma ferramenta que adivinha em seu lugar aquilo que sabe melhor do que ela.
O plano gratuito é a sério: um projeto, o editor completo, exportação em PDF, sem data de fim. O que se paga é o volume — um conjunto de imóveis, uma carteira de angariações.
O que não saberemos fazer
A Planaira não vai substituir um software de arquitetura, e isso não é um ponto do roteiro: é uma fronteira. Sem cálculo de estrutura, sem desenhos de execução, sem processo de licenciamento. Uma ferramenta que pretende fazer tudo acaba por fazer mal a única coisa para que foi aberta.
Também não faremos o catálogo de móveis compráveis nem o trabalho simultâneo entre várias pessoas. Outros fazem-no melhor, e o nosso comparativo diz isso em nome deles.
O que vem a seguir
O produto é jovem, e nota-se. Preferimos dizê-lo a disfarçá-lo: a beta está aberta, as falhas são reais e as correções chegam mais depressa quando alguém as aponta. Se desenhar uma planta esta semana, diga-nos onde tropeçou.
Uma ferramenta que é preciso aprender antes de usar já falhou a sua primeira tarefa.
A equipa Planaira